8/18/2009

A ILUSÃO DO SABER

“UM HOMEM É SÁBIO QUANDO BUSCA A SABEDORIA E LOUCO QUANDO JULGA TÊ-LA ENCONTRADO”. (P. António Vieira)

A sabedoria não passa de uma ilusão. Procuramos, procuramos, mas quando julgamos que a encontramos, ela foge-nos para mais longe e, se a seguirmos, ela sempre se afasta. Sempre assim foi e sempre assim será…
Mesmo que tenhamos esta consciência não conseguimos parar, nem mudar de atitude. Corremos sempre na esperança de a agarrarmos, de a possuirmos, de desfrutarmos da sua grandiosidade. Esperamos até que nos dê a imortalidade!
De ilusão em ilusão, apenas conseguimos utilizar rasgos de sabedoria…
“O SÁBIO DEVE MANDAR; FAZ-SE CIÊNCIA COM FACTOS, ASSIM COMO SE FAZ UMA CASA COM PEDRAS; MAS UMA ACUMULAÇÃO DE FACTOS NÃO É MAIS CIÊNCIA DO QUE UM MONTE DE PEDRAS É UMA CASA”. (Henri Poincamé)
Contudo, a sabedoria do mal tem as pernas curtas e desloca-se à velocidade do caracol. Qualquer pessoa, por mais ignorante que seja utiliza-a, basta saber falar!
Por seu lado, a sabedoria do bem, embora possa ser utilizada com facilidade, a maior parte foge dela.
O que seria da humanidade, se houvesse um só homem que fosse, que manipulasse a sabedoria na sua plenitude? Seria provavelmente um deus mau, capaz de submeter todos os seres às mais cruéis barbaridades.
Talvez se conclua que é positivo a SABEDORIA não passar de uma quimera.
Vendo as coisas por outro ângulo, o mal não estará na busca ilusória do saber, mas sim na utilização do que se sabe. Os exemplos são mais do que muitos, na história do homem, quando os grandes conhecimentos são utilizados. Os avanços no sentido da destruição têm sido tantos que, comparados com os que procuram debelar os males da humanidade, nem sequer se assemelham.
Continua a fome a matar, a guerra a destruir em várias frentes, as doenças minam sem piedade…
“O homem seria o mais infeliz dos seres se, apenas da necessidade que ele sente de ter uma ilusão, saísse de imediato a realidade correspondente”. (Marquês de Sade)
Como isso não acontece como passo mágico e, se assim fosse, seria uma forma de dominar a sabedoria. Continuamos, desta forma, presos à ilusão do saber e com ela iremos sempre viver.
“O TEU SABER POUCO VALE SE NINUÉM SOUBER QUE TU SABES”. (Pérsio)

“QUANTO MENOS SE SABE MAIS SEGURO SE ESTÁ DE TUDO SABER” (John Cary)
A ilusão do saber, como qualquer outra ilusão, acompanha-nos toda uma vida, todo um percurso. Com ilusão ou sem ilusão, o saber é a bagagem que podemos transportar para qualquer sítio, atravessar qualquer fronteira, levar-nos às discussões, às oratórias, à afirmação. Não importa o que sabemos, nem o que os outros tenham ou não que concordar.
A ilusão do saber existe em qualquer sítio e só a deixamos de sentir quando o nosso cérebro mais nada podendo fazer, nos empurra para a escuridão total e o ser ou o não -ser deixará de ser!

7/18/2009

FERNANDA DE FREITAS COM PROF.HERRERO

FERNANDA DE FREITAS COM PROF.HERRERO E MARIA JOÃO ,NA SIC.




RICARDO- O GRANDE VENCEDOR DE "CHUVA DE ESTRELAS-MEU AMIGO PESSOAL QUE PARTICIPOU MUM DOS JANTARES DOS 13

SENTIMENTOS

SENTIMENTOS

Cada vez mais fala-se de sentimentos e, se assim é, a razão parece ter a ver com a questão do homem estar mais frio ou gelado, como que ausente de amor e amizade. Se habitualmente o ser humano tem um comportamento distante, onde até, mesmo em palavras não consegue exprimir-se, mas que tanta falta faz à humanidade, subir a escalões maiores de amor. As palavras, na maior parte das vezes, não passam disso mesmo, de palavras. Por um lado, o homem reconhece que o egoísmo tem adulterado os sentimentos, e a ganância do ter, faz com que o ser humano troque certos valores humanos por valores tão materialistas que parece convencer-se que até o amor pode adquirir em comprimidos, como de viagra se tratasse. Mas não pode. O verdadeiro amor não se compra nem se vende e, a “farmácia” onde pode adquirir encontra-se dentro dele mesmo. Por outro lado está cada vez mais necessitado, mais carente, não querendo entender que o que procura fora está no seu coração, nas profundezas de si próprio.

“ Uma boa parte dos homens não tem outra vida interior para lá da das suas palavras, e os seus sentimentos reduzem-se a uma existência oral,” – José Ortega y Gasset.

Mas os sentimentos são para serem sentidos, não deviam prestar-se a demagogias, porque estas são apanágio de palavras falsas, que em gíria diz-se “brincar com os sentimentos”. Mas os sentimentos não deviam servir para brincar. É algo que vem das profundezas do ser, que mora em todo corpo, o que equivale a dizer que é o alimento da alma. Sabemos que, quem não está bem emocionalmente, não está bem no relacionamento com os demais. Os sentimentos, são as vozes que se erguem mais alto dentro do indivíduo e que menos são respeitados. O sentimento guia o homem, não tendo, muitas vezes, nada a ver com a razão.

“ Contra os valores afectivos não valem razões, porque as razões não passam de razões, ou seja, nem sequer são verdades.”- Miguel de Unamuno.

O sentimento surge, muitas vezes, como um vírus, tomando conta do indivíduo em várias dimensões, sem que ele tenha controlo. Reduz todas as defesas psicológicas, neurológicas, químicas e vitais, quando o indivíduo encontra-se prisioneiro de tamanha carga, talvez ainda não muito bem explicada a níveis desconhecidos do ser.
Acerca dos sentimentos, muito tem sido escrito, muito tem sido versejado, cantado, sofrido e até morrido. Embora, como disse, seja a parte mais bela do ser, o certo é que também o pode levar a estados de miséria absoluta que numa relação psico-física pode alterar toda uma estrutura, tanto no sentido saudável e positivo, como em relação ao que de pior pode perturbar negativamente o indivíduo.

“ É uma reflexão muito comum, mas talvez por isso a esqueçamos, que as almas sensíveis são cada vez mais raras e as pessoas cultas mais grosseiras.”- Stendhal.

E, de sentimentos, muitos livros foram escritos e muitos livros ainda vão ser editados, embora tudo o que se diga, seja sempre inferior á verdade dos factos…que só a alma conhece…

Mas, entre hipótese e conjecturas, deixemos o coração falar, ele saberá as razões que a própria razão nunca saberá explicar….

6/29/2009

IDEIAS BRILHANTES

IDEIAS BRILHANTES

Naquele dia sentia necessidade de resolver uma certa situação, a que vou chamar problema. Tinha que inventar uma ideia, mas talvez a ansiedade e o desejo servissem mais para baralhar pensamentos do que conseguir soluções. À noite, antes de adormecer, os músculos afrouxaram e adormeci pensando, de forma calma e tranquila, como quem pede ajuda aos deuses da mente para, enquanto dormia, trabalharem no mesmo projecto e resolverem o enigma. O certo é que, na manhã seguinte, acordei consciente de que tinha alcançado a resposta!
Este acontecimento repetiu-se noutras ocasiões e, reparando na história dos homens que alcançaram a notoriedade por grandes descobertas, importantes para a humanidade, ficamos a saber que, quase todas, estão associadas a episódios bem interessantes que levam a dividir opiniões. Há quem diga que nada existe por acaso e aqueles que dizem que a maior parte das invenções têm sido fruto do acaso. O certo é que se conhecem histórias de ideias luminosas que surgem nos mais diferentes sítios. Há quem as tenha na casa de banho, no autocarro, na confusão do trânsito, durante o visionamento de um filme e até durante um espectáculo. Sherlock Holmes conseguiu resolver os casos com maior grau de dificuldade ao som de grandes orquestras, quando assistia a concertos. Poincaré resolveu um problema matemático quando subia para um autocarro, Einstein, talvez o mais completo sábio de todos os tempos, confessava que as ideias mais espantosas surgiam quando se barbeava. Newton, por sua vez, chegou à conclusão sobre a lei da gravidade, depois de observar a queda de uma maçã e Kepler, só para referir alguns, descobriu as leis do movimento dos planetas depois de sentir “uma claridade que apelidou de fantástica”
Pode dizer-se que muitas das ideias luminosas levam um certo tempo adormecidas, “estado latente ou de incubação”. Necessitamos de 65 pequenas ideias para que surja uma grande ideia,
A rotina diária é inimiga das novas ideias. Elas surgem geralmente em lugares novos para os indivíduos que apresentam alguma coisa de novo. É como quem diz, os estímulos que se repetem cansam, e os novos dão naturalmente razões para surgirem ideias brilhantes.
Também há quem, ao ser limitado numa questão física ou mesmo psicológica, desenvolva, de forma compensatória, capacidades que o conduzem a actos excepcionais. Shumann só começou a compor música depois de ficar com um dedo paralisado e, entre outros, sabemos que Júlio Iglésias só se dedicou à brilhante carreira, conhecida por todos, depois de um gravíssimo acidente.
Há quem pense que já está tudo inventado e o que acontece de novo, não mais é do que o resultado de pequenos toques que a tecnologia que paralelamente vai avançando proporciona.
Mas há quem pense que tudo está inventado, não mexendo uma palha para inventar seja o que for. Inovar, ou dar mais uns toques, não deixa de ser o percurso para o avanço das coisas e obviamente que os pequenos avanços proporcionam coisas novas. É como quem diz “de grão a grão enche a galinha o papo”.
Vítor Hugo diz que resistimos à invasão dos exércitos mas não resistimos à invasão das ideias. Enquanto que Fréderic Aniel diz que quem faz o que os outros acham difícil de realizar, é talento: fazer o que é impossível ao talento, é génio.
Quer o indivíduo seja um génio ou um talentoso, o certo é que existem milhares de células e quadros mentais inconscientes que nunca foram verdadeiramente utilizados. O acreditar de que se é capaz, é o primeiro grande passo para chegar às metas desejadas. Quem se acomoda nas ideias dos outros, nunca reconhecerá as suas próprias ideias. No génio e no autor existem fragmentos de loucura. O mundo avança, no bom e no mau sentido, com indivíduos tidos como loucos. Foram eles que mudaram o rumo da história, dos conceitos, dos padrões sociais, psicológicos, físicos e até emocionais.
Talvez seja loucura cada pessoa sentir-se um pequeno deus, mas talvez, também haja loucura naqueles que se julgam coisa alguma.
Cabe a cada um de nós encontrar uma fórmula pessoal para que as ideias luminosas possam surgir. Ninguém deve convencer-se que só os outros é que têm capacidade para criar alguma coisa. Contudo, algo pode ser aconselhado a todos. Tenham sempre à mão um pequeno bloco e uma caneta para, quando alguma coisa surgir na mente como novo, ser de imediato anotado, mesmo que pareça tratar-se de algo sem importância ou de loucura.
Não se iniba de ter ideias e de as pôr em prática. Desta forma alguma coisa tende a mudar em si e quem sabe, se um dia qualquer é reconhecido como génio?

PROF.HERRERO

BENTO ALGARVIO COM PROF.HERRERO


BENTO ALGARVIO COM PROF.HERRERO.É UMA HONRA SER AMIGO DESTE CAMPEÃO DE BOXE....COM VÁRIOS TÍTULOS A NÍVEL MUNDIAL

6/07/2009

MENTE

COISAS DA MENTE

Falar da mente, é falarmos de um mundo, ainda desconhecido. Através da mente, os pensamentos materializam-se, quer no bom ou no mau sentido. Nesse mundo, acontecem as mais complicadas funções, na maior parte das vezes, atribuídas ao que está fora, quando acontecem dentro do próprio indivíduo.

Pensar, todos os homens pensam, desde que estejam vivos, mas a qualidade dos pensamentos, tem a ver, essencialmente, com a educação. Mas, também é verdade, que acontecem coisas que o pensamento consciente não tem qualquer consciência do que se passa noutras áreas da mente, a que podemos chamar de zonas inconscientes. Essas áreas, são as menos entendidas, podendo provocar fenomenologias que muitos apelidam de sobrenaturais.

“Se os outros pudessem ouvir os nossos pensamentos, poucos de nós não seriam considerados loucos.” – Jacinto Benavente.

Apesar, da possibilidade de ler o pensamento, ser uma realidade científica, o certo é que seria catastrófico se, pudéssemos utilizar essa capacidade quando nos apetecesse. Sabermos o que os outros estão a pensar de nós, podia tornar-se na maior arma anti-social. Ainda bem que não desenvolvemos essa particularidade, mas aquilo que pensamos manifesta-se através de expressões, essencialmente físicas, podendo igualmente ser decifradas, através de um processo de leitura, não do pensamento, mas daquilo que os músculos, pele, e outros elementos, informam aos que conseguem decifrar esses códigos de leitura extra-sensorial...acontecendo essencialmente entre mãe e filha, ou entre quem tem uma grande afinidade. A esta possibilidade, chama-se, na linguagem paranormal, de hiperestesia indirecta….

O olhar da “alma” faz-nos reflectir; os mais estúpidos dizem que “pensavam” que sim e a inteligência, de pouco vale, a quem nada mais tem para se fazer valer.

“ Não há nada que esteja distribuído mais equitativamente do que a razão: todos estão convencidos de a terem em quantidade suficiente.”- René Descartes.

A mente, é a parte subjectiva do ser, reproduzindo as suas funções, conhecidas e desconhecidas, a partir do cérebro, o que tem motivado as mais díspares hipóteses e conjecturas. O certo, para não entrarmos em situações psicológicas, neurológicas e até filosóficas, para não falar também do pensamento mágico e religioso, a mente só funciona, desde que o cérebro esteja vivo, ou seja o próprio ser…

Para não penetrarmos demasiado nesse mundo, ainda oculto, das coisas mentais, a questão de sermos seres pensantes, faz de nós pequenos deuses mas depois de sucumbirmos a todas actividades cerebrais, nada somos, ou se somos, não passamos de pó, o que fere o orgulho do próprio homem, que tudo inventa para se tornar imortal…

Através do pensamento, podemos voar. Ter o que se deseja, sonhar e entrar no mundo das coisas belas, do ser e do não ser, no tudo e o nada daquilo que conseguimos imaginar. Termino, fazendo minhas, as palavras de Félix Lopo de Veiga: “ Com uma coisa me contento: Que mesmo que possam tirar-me a esperança, não me podem tirar o pensamento”.

5/29/2009

À PROCURA DE NÓS

À PROCURA DE NÓS



Quando sentimos uma crise dentro de nós, significa que algo se movimenta e que está em mudança. Quando nos referimos a crise, transmitimos sempre uma carga negativa na nossa apreciação, quer em relação a nós mesmos quer em relação à política ou mesmo em relação à economia.
Não me parece que as coisas em si sejam negativas, dependem sempre da nossa apreciação, o mesmo acontecendo em relação a nós mesmos. Somos aquilo que achamos que somos. Apelidarmos de crise certos acontecimentos é ouvirmos um sinal, em forma de alarme, para que haja uma transformação ou mudança, principalmente quando vivemos uma vida que não se ajusta ao que a nossa identidade necessita. Quando o nosso caminho, aquele que decidimos trilhar não nos convence a nossa identidade fica ressentida.
É necessário olharmos para a vida sem a complicarmos. Se existe uma qualquer realidade que faz parte de nós, temos que nos adaptar a essa realidade mas de maneira que seja de acordo com o nosso gosto.
Se sonhamos demasiado sem passarmos à acção e falamos em metas sem as cumprirmos, pouco ou nada conseguimos daquilo que desejamos. Recebemos em troca uma mão cheia de infelicidade.

CONSELHOS

Para uma identidade própria, sem crises, cada pessoa deve mudar a percepção da sua auto - imagem. Quando a auto – imagem é negativa influencia variadíssimos aspectos da vida.
A auto – estima desenvolve-se mais quando procuramos descobrir que temos muita gente que nos valoriza e nos quer bem. Uma baixa auto – estima leva-nos a sentir como que abandonados ou excluídos.
EVITAR PERDER O RUMO – Apesar de nos podermos programar mentalmente, traçando um destino para a nossa vida, o que se torna mesmo necessário é termos as metas bem definidas, os objectivos bem delineados, para que nos façam perceber que não estamos perdidos e que temos domínio sobre nós mesmos.
Para nos encontrarmos também temos que sentir que somos responsáveis. Contudo, uma das maneiras para sentirmos a nossa personalidade fortalecida, isto é, a nossa própria identidade, é pertencermos a um grupo.
Em todas as circunstâncias devemos evitar ter comportamento de adolescente. Nestas idades, a confusão domina o indivíduo, levando-o a concluir que não sabe quem é nem o que vai ser. Daí o desejo de se identificar com um grupo. Veste-se, fala, comporta-se e pensa de igual maneira, tal como os demais, aqueles que compõe o “clã”.
Há quem, para sair da crise de identidade se refugie no trabalho, o que, segundo opinião dos psicólogos é uma péssima opção. Igualmente existe quem viva só para ele, porque tem imensa dificuldade em viver para o meio que o rodeia. Há quem perca praticamente a identidade por se tornar dependente do parceiro (dependência afectiva).
A vida é uma contínua movimentação no sentido de fechar e abrir etapas. Este facto pode levar-nos a uma consciência maior sobre nós mesmos. O adulto, compreendendo o leque de possibilidades que o envolve reconhece que, a cada passo, é possível mudar adoptando novas cores.
Identificar uma crise normativa (que é normal) e conseguir superá-la é um grande passo para que não aconteçam coisas mais complicadas.
Sem que seja uma obsessão, devemos procurar fora das crises, rasgos da nossa verdadeira identidade. Procurarmos saber quem somos é um direito que nos assiste. Só saímos fortalecidos quando vencemos as adversidades. Desta forma, ficamos com as energias renovadas e com a sensação que estamos mais fortes concluindo-se assim, de que também as crises são necessárias.

5/19/2009

5/15/2009

OSCAR QUEVEDO COM PROF.HERRERO

OSCAR QUEVEDO, PADRE JEZUÍTA, É CONSIDERADO O MAIOR PARAPSICÓLOGO DO MUNDO.DIRECTOR DO CLAP (CENTRO LATINO-AMERICANO DE PARAPSICOLOGIA), NO BRASIL, É TAMBÉM AUTOR DE VÁRIAS OBRAS QUE CONSTITUEM A BÍBLIA DA PARAPSICOLOGIA ACADÉMICA!

BEM HAJA PADRE!

5/12/2009

MORTE


A MORTE

Se, na verdade, ao morrermos, tivéssemos a opção de vivermos sem corpo, certamente que havia muita gente que não se importava de viver sem ele. Não gastávamos dinheiro em comida, não tínhamos que nos preocupar com a subida cavalgante dos combustíveis, nem com a última moda, nem telemóveis, Internet e, tantas outras coisas que fazem parte das necessidades do ser humano…

Pela ordem natural das coisas, o homem nasce sem dentes, sem cabelo e sem ilusões e morre da mesma forma. O humorista Woody Allen diz não ter medo de morrer, não quer é se encontrar lá quando perecer. Mas, se é verdade que ninguém pode assistir ao seu próprio funeral, a verdade também, é que todos têm que ser recebidos pela morte, algo temível e inevitável, o que, por isso mesmo, não devíamos estranhar.

Pedro Caldéron de la Barca, deixou-nos esta quadra: Vem morte, tão escondida/ Que não te sinta vir/ Porque o prazer de morrer/ Não me volta a dar a vida.

Se fossemos eternos, as religiões deixavam de ter sentido, nem talvez tivéssemos respeito pela vida, (a nossa e das outros), já que, mesmo assim, poucos a respeitam…
Mas tudo é ao contrário, somos frágeis e perecíveis e, como tal, precisamos de crenças que nos dêem uma certa tranquilidade e segurança, mesmo que, para os outros, possa parecer absurdo.

“ O homem é como a espuma do mar, que flutua à superfície da água e se desvanece quando sopra o vento, como se nunca tivesse existido. Assim a morte arrebata as nossas vidas” – Khalil Gbron.

A morte é cantada pelos poetas, motivo para artistas, como pintores e escultores, o lirismo na sua máxima expressão…e sempre foi e será, o resultado das grandes contendas e das grandes batalhas e o ponto final de cada vida…!!!!
Mas, para a maior parte das pessoas, a morte não é o fim, mas o princípio de uma qualquer existência numa outra dimensão. Essa perspectiva daria ao homem a possibilidade da existência de uma vida eterna, mas porque o homem já a tem, não vejo necessidade de egoisticamente a desejar. E tem, porque cada ser que nasce, é a continuidade da quem parte. Nesta sucessão sucessiva de vida, leva-nos a dizer que o homem é eterno, não como ser individual, mas colectivo, unido infinitamente pelas mãos daquilo que forma o eterno…
Apesar de André Malraux dizer que há uma fraternidade que só se encontra no outro lado da morte, considera também que a morte não é assim tão importante nem grave; a dor sim. A morte, diz ele, só tem importância, na medida em que nos faz pensar na vida.
E continua: não chegam nove meses, são precisos cinquenta anos para fazer um homem. Cinquenta anos de sacrifício, de vontade, de tantas coisas! E quando esse homem está feito, quando já não resta da infância, da adolescência, quando se é verdadeiramente um homem, não serve para nada mais, senão morrer.
Mas serve naquilo que deixa. Todos fazem alguma coisa para a eternidade. Todos deixam tijolos para que outros possam dar continuidade à construção do edifício da vida, com conhecimentos, obras e soluções. O homem é eterno, mas mortal, o homem é
forte, imponente, mas não passa de um monte de areia ou de pó, ou até cinza, mas que se move porque transporta vida…como qualquer animal…

5/06/2009

CAMINHOS CRUZADOS

CAMINHOS CRUZADOS

Nas encruzilhadas da vida, procuramos o caminho, como inventores de destinos, viajantes de malas aviadas, sem bússolas e sem rumo, peregrinos do tudo e do nada, que nunca sabemos para onde vamos, mesmo quando apontamos numa direcção…
Podemos não ser donos do nosso destino, mas também não somos donos dos caminhos, nem são as estrelas que nos ditam o que há-de vir ou para onde ir…
Acreditarmos que já temos o destino traçado, é como atravessarmos uma rua movimentada sem nos preocuparmos quantos carros nos vão passar por cima, porque um controlador de destinos, ligado aos “iluminados” das estrelas, sabe a altura certa para sermos atropelados.

Se acreditarmos nuns e consultarmos os outros, temos a certeza de que podemos atravessar qualquer rua, por mais movimentada que seja, mesmo de olhos fechados, sem corrermos qualquer risco… (???)

Juan de Alarcon diz que do Céu é a inclinação/O sim e o não são meus/ Que o fado no arbítrio/ não tem jurisdição.

Há quem acredite que temos o destino traçado, como há quem acredite que somos nós a traçá-lo. Se estivermos virados para o racional, sem demagogias nem certezas, não devemos estar preocupados com isso. Quem quer que tenha razão, devemos agir como se fôssemos nós a escolhê-lo, porque para além de nos dar maior segurança, sempre evitamos ser influenciados por aqueles que anunciam saber o que nos vai acontecer… o nosso destino!
Platão achava que só os espíritos fracos precisavam de destino, Shakespeare, por seu lado, considerava ser o destino a baralhar as cartas, mas que seríamos nós a fazermos o jogo, enquanto que Lin Yutang diz-nos que o destino dos homens é governado pelas suas acções passadas e presentes.

Com tantas sentenças, há quem não saiba o que fazer. Chamamos destino a tudo o que achamos que não controlamos, que foge ao nosso poder. Mas existem destinos que toda a gente sabe que não podemos fugir. Entre eles, está a morte, esse o destino certo a que ninguém pode fugir. Cada comportamento leva a um resultado, a um destino, mas num campo de tantas dúvidas, de caminhos cruzados, o melhor mesmo é seguirmos o caminho, aquele que cada um procura percorrer e, quando um caminho não nos leva aos objectivos desejados, devemos escolher outro. Devemos dar mais atenção aos nossos objectivos do que andarmos à procura do destino. Perdemos tempo em coisas fúteis e inúteis, parecendo ser, esse sim, o destino de muita gente.
“ Se sabes que nada podes fazer contra o teu destino, porque te provoca tanta ansiedade a incerteza do amanhã? Se não fores tolo goza o momento presente” – Omar Khyyam.
Este é o momento que sabemos que estamos a viver, este é o nosso momento e, cada momento é um momento que devemos fazer tudo para sentirmos a alegria da vida, com tudo o que de belo ela encerra. Sabemos que, no seu percurso, encontramos caminhos cruzados onde, não sabemos por onde ir, mas também encontramos pontes e atalhos e passagens para uma qualquer outra margem… muito por onde escolher e passar sem termos que nos render às forças que regem o que chamamos destino, quer ou não exista.
Por minha parte, quero aceitar que cada vida constrói o seu destino e mesmo isso pouco me importa. Este é momento que destinei para ti….

FAKIRISMO DE PROF.HERRERO

AS MINHAS PRIMEIAS DEMOSTRAÇÕES PÚBLICAS FORAM RELACIONADAS COM FAQUIRISMO.APRENDI TÉCNICAS MUITOS ÚTEIS, DESTA ARTE, COM UM MÉDICO INDIANO CHAMADO PRAGJI.

EM MOÇAMBIQUE, DEPOIS DE 1974, AS MINHAS ACTUÇÕES FIZERAM AS DELÍCIAS DOS MOÇAMBICANOS...
EM LISBOA ESTIVE DURANTE UM MÊS NO COLISEU DOS RECREIS.

DEPOIS DE UM PERÍODO MAIS MORNO NESTA ÁREA, VOLTEI EM FORÇA AO HERMAN 98 (R.T.P 1)
ÊXITO ABSOLUTO ONDE EXIBI A LEVITAÇÃO DE UMA CADELINHA CANICHE (SISSI) E O SOBERMO NÚMERO DS TESOUTA (DE TRINCHAR FRANGOS) POR UMA DAS NARINAS E A LIMPEZA DAS FOSSAS NASAIS.

APESAR DE APRESENTAR MUITO RARAMENTE ESTE NÚMERO, CONTNUA PRONTO PARA QUEM O SOLICITAR.

DAVID COPERFIELD COM CARTAS

Truco magia David Coperfield

FÁTIMA LOPES COM PROF.HERRERO

NÃO CREIO QUE SEJA MELHOR ARTISTA NEM NAS OUTRAS ÁREAS QUE DESENVOLVO, POR TER TIDO O APOIO DOS "MEDIA", MAS CERTAMENTE QUE É UM RECONHECIMENTO QUE VALORIZA QUEM ESTÁ NA VIDA PÚBLICA. EM RELAÇÃO À FÁTIMA LOPES, CONSIDERO-A DO MELHOR QUE EXISTE EM TELEVISÃO. AS VÁRIAS VEZES QUE FUI ENTREVISTADO POR ESTA GRANDE SENHORA, DESDE HÁ 11 ANOS, TEM SIDO DE UMA GRANDE NOBREZA.

OBRIGADO FÁTIMA E PARABÉNS PELA TUA EXCELENTE CARREIRA!

PROF.HERRERO

PERSONALIDADE DO ALGARVE I997 (AIRA)

5/04/2009

ASPECTO DA SALA DE UM JANTAR DOS

CHUVA QUE CAI




CHUVA QUE LIMPA

A chuva que cai, mesmo que de forma suave, cumpre a sua missão e tem tanta beleza como qualquer primavera. É um aborrecimento, diz o sentir de muita gente, como algo indesejável, mas como é óbvio é um bem e não um mal. Quando o mundo se vir privado desta preciosidade, não será um aborrecimento, mas o fim da vida na terra. Isto é claro, não é nada de novo, mas para quê dizer coisas novas, quando os conceitos antigos têm de ser vistos à luz dos nossos dias e, são essas visões, apelidadas de novas que, adaptadas às novas formas de vida nos dão perspectivas diferentes de agir…
Não sei se será mais aborrecido, não termos aborrecimentos do que os ter. O Homem, esse eterno insatisfeito, aborrece-se com quase tudo, para não dizer com tudo. Se está calor é porque está calor, se chove é porque está desagradável. Se não chove ou se não está sol, também está aborrecido, o mesmo acontece nas diferentes áreas do viver. Certamente, aquilo que o homem desejava, era poder ir ao hipermercado e comprar o que desejava sentir e ter. Se dessa maneira tivesse esta solução, agiria mais ou menos assim: “ quero dois litros de chuva, cinco embalagens de sol, sortido de amor, um milhão de euros em pequenos sacos e, certamente cada um enchia carrinhos do tudo e do nada, conforme fosse o freguês”.

Mas como temos tudo dado pelos céus, excepto “a massa” de marca euros, não podemos deixar estragar a mãe natureza, essa sim é o maior hipermercado do universo, não perdoando as maldades que lhe fazem… virando-se cada vez mais para os agressores, que, no fundo, somos todos nós.

A chuva limpa a sujidade em geral e, simbolicamente falando, limpa também os nossos aborrecimentos, as nossas ansiedades e as nossas amarguras, basta sentirmos como ela tem força de apagar os incêndios das nossas almas, o ódio que nos corre nas veias, limpando também as profundezas das nossas consciências.

“ O homem superior gosta de ser lento em palavras, mas rápido em obras” – Confúcio.

Bom seria que a chuva limpasse as doenças que, cada vez mais, arrastam tanta gente a viagens sem regresso, como seria igualmente importante que a chuva tivesse a força de limpar mentalidades, essas bem poluídas por venenos que exterminam montanhas de inocentes que, são levados nas enxurradas das tempestades da guerra, porque a água, mesmo água, não chega tão profundo.

Valoriza-se o lago de água transparente, mas pragueja-se a tempestade, outrora atribuída à ira dos deuses; milhões de pessoas em todo o mundo, fazem enormes distâncias, para banhar-se nas ondas de qualquer mar como nesse mar não existissem as águas das tempestades…

Esses que amaldiçoam o que a natureza dá, são os mesmos que renegam as estrelas, com medo de se encandearem com o seu brilho ou que elas lhes caiam em cima. A água é a nossa vida, a deusa que nos limpa e nos dá o que se pode chamar tudo, como nos pode tirar tudo, principalmente quando a natureza fica enraivecida.

“ Homem que só bebe água, tem um segredo a esconder aos seus semelhantes” – Charles Bau