7/24/2013

O DINHEIRO
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Falar de dinheiro, é como fazermos referência a um deus ou a um diabo, por se tratar de algo que vale e tem a força que lhe damos. A adoração que muitos lhe têm é semelhante á crença divina, enquanto outros desprezam-no como se tratasse de uma força diabólica. O certo é que, tal como qualquer moeda, O DINHEIRO

Tem duas faces, ambas de metal, podendo-se dizer que de um lado está o bem e no outro o diabo porque, embora o dinheiro não passe de papel ou metal, é o homem que representa o bom ou o mau que lhe é atribuído, sendo também o próprio homem que tem que ser responsabilizado pelo que faz e da forma como o utiliza.

Fermin de Alcaraz diz que: “Há no dicionário três palavras que causam a ruína do rico e três outras que causam o bem-estar do pobre; as primeiras são «luxo». «Ambição» e «soberania» as segundas, «trabalho», «honradez» e «poupança».”

O dinheiro favorece todo o tipo de loucuras ao ponto de haver quem encomende a morte de outros com um punhado de moedas. Países entram em guerras por um poço de petróleo, sem qualquer respeito pela vida humana, existindo até quem venda a alma quando vê luzir as chapinhas metálicas. Quantas pessoas estão em listas de espera, para serem tratadas por meios médicos? Por vezes levam meses e até anos, à espera de uma consulta ou de uma operação cirúrgica. É evidente que, quem tem dinheiro para se tratar, consegue com rapidez acesso aos meios adequados de tratamento. Nestes casos o dinheiro tem uma faceta divina, enquanto aqueles de bolso vazio, em desespero, com fome e com doenças por tratar acham que não ter dinheiro é o diabo.

A maior parte das fortunas encerram grandes segredos e, apesar do dinheiro não dar felicidade, penso que não haverá alegria entre aqueles que, de barriga vazia, se embriagam nas ideias do nada ter. Contentar-se com pouco não é preocupante, o que preocupa muita gente é perceberem que mais dia, menos dia podem tudo perder…e perdem, porque ninguém leva, seja o que for, para as regiões ignotas de uma qualquer dimensão ou Além.

Muita gente vive pobre e morre rica. Acumula riqueza, mas faz vida de pobre, só para não gastar e, depois de morrerem, outros se apoderam daquilo que amealharam gananciosamente durante uma vida inteira … Ricos com mentalidades pobres, e de tanta pobreza de espírito tornam-se estúpidos.

Jean Jacques Rousseau diz que a igualdade na riqueza deve residir em que nenhum cidadão seja tão rico que possa comprar outro, nem nenhum tão pobre que precise de se vender.
O dinheiro tanto leva um indivíduo a sentir-se um escravo como um senhor, mas o ambicioso desmedido passa por cima da família, dos amigos e até dos próprios irmãos, para atingir os seus doentios objectivos.
O dinheiro é um mal necessário, que atrai falsos amigos e verdadeiros traidores.


PROF.HERRERO

3/01/2013

O PRAZER


O PRAZER
                                                             
            O prazer não pode ser a isca do mal, como refere Platão, nem mata em nós qualquer coisa, como diz Julien Green. O prazer é um bálsamo que nos faz sentir que a vida tem a sua beleza. Sem ele, muitos dos nossos objectivos desvaneciam-se nos nevoeiros do nosso caminho, talvez nem a morte, tivesse algum sentido.
            Ninguém pode ter prazer de comer peixe se não gostar de peixe mas, se a fome “falar mais alto”, comer peixe será certamente um autêntico manjar dos deuses…
            Tal como a maior parte das coisas que nos rodeia, o prazer também é relativo. O prazer não é igual para todas as pessoas. O prazer de um pode ser o desprazer de outros. Quantos de nós ficamos perturbados com os  desvios de prazeres ditos normais, de uma parte considerável de outros indivíduos?
            “O prazer não é um mal em si, mas certos prazeres trazem mais dor do que felicidade”. ((Epicuro) É como quem diz: “Não há bela sem senão”!
            A sociedade aceita o prazer que é comum à maior parte das pessoas, não entendendo, como a dor, os maus tratos, o abuso, a violação, o roubo e muitos outros desejos e comportamentos que fazem parte de um leque de satisfação para muitos que, de resto, têm uma vida aceite em termos sociais.
            “A vantagem do amor sobre o deboche é a multiplicação de prazeres” (Charles Monterguien) Há quem dê a volta ao mundo em busca de um prazer, ou de um prazer seleccionado pelos sentidos. O prazer desenvolve-se a partir de necessidades psicológicas, psico-físicas, biológicas e outras que parecem englobar todas estas. Alguns fogem ao controlo do consciente e das normas impostas. São de tal forma fortes que cegam aqueles que os procuram, podendo-se dizer que, em certas circunstâncias não são os homens que dominam os prazeres mas sim estes que os dominam.
            “Enquanto não tivermos encontrado mais nada, para além das mulheres, para fazermos de filhos, elas conservarão, sobre os corações dos homens, o seu direito e o seu império” (Paul Claudel).
            Quando se fala em prazer, surge, na cabeça da maior parte das pessoas, a ideia sexual do prazer, talvez porque tudo esteja ligado ao sexo (Freud). Se falamos do prazer de ser mãe, temos que concordar que esse prazer só existe pelo acto sexual que o antecedeu, esquecendo-me propositadamente das outras formas de fecundação… que indirectamente também têm a ver com sexo…
            “A multidão daqueles que se abandonam ao prazer sem respeito, contribui mais para o desonrar do que aqueles que o condenam e se abstém dele”. (Marcel Jonhandeau)
            Pelo prazer que me deu escrever este artigo, dedico a frase de Óscar Wilde  o todos os nossos leitores:
            “Os prazeres são as únicas coisas que vale a pena serem vividas. Nada envelhece tão depressa como a felicidade”.

PROF.HERRERO

2/08/2013

MAGIA PARA CRIANÇAS

O CAMINHO


O CAMINHO


            Todos nós procuramos um caminho que possa ser entendido como o nosso caminho. Incessantemente desejamos encontrá-lo. Ultrapassá-lo é como se nunca o tivéssemos atingido.
            A sensação de que precisamos encontrá-lo pode durar uma vida, existindo igualmente a ilusão de que não conseguimos chegar a ele, embora estejamos a percorre--lo. A maioria afirma ainda não o ter encontrado. Ao desejarmos outro, será que fizemos alguma coisa para mudarmos o sentido dos nossos movimentos?
            O nosso caminho é algo subjectivo, existindo só no nosso imaginário. Apesar de tudo isso é completamente compreensiva a busca que fazemos para o encontrar.
            O primeiro ponto fundamental é criarmos dentro de nós razões fortes e alicerces seguros que nos preparem para a mudança.
            O segundo ponto é a orientação. Nunca partimos para qualquer viagem sem um destino pré-estabelecido. Devemos, desta maneira, estar munidos de um mapa, de uma bússola e de outros elementos que nos facultem a deslocação no nosso caminho.
            O entusiasmo é de grande importância. Temos que empreender a mudança de rumo com prazer. Ninguém deseja mudar para pior. Sem entusiasmo nunca poderemos fazer algo de grande. Tornamo-nos peregrinos da mediocridade. O espírito critico é também necessário. Permite-nos ter uma ideia mais aproximada e visualizada do caminho que procuramos.
            Uns preferem que seja ladeado por árvores, outros desejam-no com flores, outros ainda, querem-no cortado por vários cruzamentos…
            Devemos, igualmente, ter consciência que o nosso caminho só é perfeito por ser nosso. Significando que aquilo que é bom para os outros não quer dizer que seja para nós.
            A mesma consciência deve ser dirigida para os defeitos. Todos os caminhos têm defeitos, quer em forma de buracos, quer em termos de piso, quer mesmo pelas suas curvas e lombas. Como diz Syrus, o maior defeito é a ignorância dos defeitos.
            O nosso caminho pode tornar-se numa busca compulsiva por defeito de adaptação a um qualquer caminho. Ele encontra-se sempre dentro de nós. Quando temos a ilusão da sua descoberta, não mais é do que a projecção daquilo que foi construído dentro do nosso pensamento, fabricado pelas nossas ideias e ideais. Ele espelha a nossa felicidade e os nossos objectivos. Queremo-lo asfaltado de paz, de harmonia e de prazer. Representa liberdade, amor e até infinito. Ele é o nosso ideal. Vilhem Douglas põe em questão a escolha do ideal e afirma: “Não se escolhe o ideal: é o ideal que te escolhe a ti”.
            A maior parte tem tendência para olhar o caminho por cima da cabeça, como algo que se espera dos céus. Desvaloriza o que pisamos, quando levamos a vida inteira a pisar coisas. Não fazemos nada sem pisar! O mundo movimenta-se por um caminho diferente de como o vemos. Os amigos, por mais que se esforcem, nunca conseguirão ser tão sinceros como os inimigos. Não é o pior que é inimigo do bom, mas sim o melhor. Os fortes não se irritam com facilidade por não ligarem a coisas menores, mas os fracos sim. Forte é aquele que suporta, porque os fracos nada aguentam.
            O nosso caminho, deve ser percorrido com todas estas coisas bem analisadas porque, senão, corremos o risco de nunca o encontrar.
           
Prof.herrero (autor)

1/22/2013

MÁGICA RECORDAÇÃO

DESEJOS SEM FIM


DESEJOS SEM FIM

Quem não tem desejos é porque a vida já não corre nas veias. É como vegetar perdido no tempo, onde o acontecer se torna igual ao não acontecer, onde a luz se confunde com a escuridão e o sentir se torna num não sentir permanente.
É necessário termos desejos SEM FIM, onde a concretização de um nos leve a inventar dois, como na história da fada boa que encontrou uma princesinha a chorar junto a um lago: “Não posso ouvir-te chorar e, como tal, vou dar-te dois desejos”. A princesinha queria muitos desejos, razão que a levou a perguntar à fada boa se não lhe dava mais do que dois desejos. Esta disse-lhe que não, só lhe dava dois desejos e nada mais. A pequena princesa, inteligentemente ambiciosa, pensou como, a partir daqueles dois desejos podia ter desejos infindáveis e aceitou, dizendo que o primeiro seria o de ter um príncipe sem que fosse obrigada a beijar um sapo e que o segundo era o de lhe ser concedido mais dois desejos. A fada boa não teve outra alternativa do que cumprir com o prometido. “Quero que o príncipe seja muito bonito” e de seguida pediu-lhe o segundo desejo que mais não era, do que mais dois desejos. “Também quero que o príncipe seja muito rico” e no segundo desejo, pediu mais dois desejos. A fada concluiu que os desejos nunca mais acabavam. Enquanto isso, a princesa continuava a nomear mais dois desejos. “Quero ter muitos filhos saudáveis com o príncipe e depois quero mais dois desejos”…
Bem, o certo é que nós podemos igualmente agir de forma semelhante. Na nossa mente mora a fada boa e é lá que nos devemos dirigir para pedirmos os nossos desejos. Se soubermos pedir ou fizermos um pacto semelhante ao da pequena princesa nunca mais os nossos desejos têm fim e, de concretização em concretização ou de degrau em degrau, devemos deixar sempre em aberto a possibilidade de alcançarmos a realização daquilo que desejamos e queremos para a nossa vida. A concretização dos desejos obedece a determinadas regras. Entre elas está a técnica dos porquês e a do como.
A dos porquês, leva-nos a questionar e a responder. Desta forma encontramos soluções, de forma a ultrapassarmos certas barreiras que possam impedir a concretização da satisfação dos desejos. A “do como?” sugere a escolha do caminho ou da estratégia. Isto é, quando concluímos que de uma certa maneira não satisfazemos os nossos desejos, devemos com o “como” e o “porquê” fazermos sequências de perguntas até alcançarmos a essência das respostas.
Uma vez alcançado um desejo, devemos escolher mais dois desejos. Além de termos em aberto outras satisfações, estamos permanentemente ocupados.
Sugiro que escreva num memorando todos os desejos já concretizados e os dois imediatos que se propõe alcançar.
Nunca desista e, se são os seus desejos, eles têm que ser vistos sempre como coisas boas, positivas e muito desejadas. Lembre-se igualmente que os dois desejos referem-se à concretização de um desejo e abrir o caminho para mais dois.
Seja qual for a idade do leitor, nunca considere que uma certa idade seja uma barreira que impeça pedir à “fada boa” a satisfação dos desejos.
Há quem se reforme para ir passar os dias num banco de jardim a recordar com os outros “coisas da vida” e quem programe a concretização de certos desejos que foram limitados pelo tempo e pelo trabalho obrigatório ao longo da vida.
Os segundos, além de não serem tocados pela corrosiva ferrugem, estão em condições de viver e última etapa da vida com muito mais qualidade.
Os primeiros, embora estejam a concretizar um desejo, não deixam em aberto a realização de mais desejos. É quase uma forma masoquista de sentir a espera da eternidade, fazendo aquilo que pouco mais é do que faz o cão ou o gato: Comer, comunicar e dormir, com mais algumas variantes pelo meio…
Os desejos não têm fim. Acredite na sua fada boa, procure ter um bom relacionamento com ela e nunca deixe de lhe pedir mais um desejo!
           
PROF.HERRERO!! 

3/21/2012

35º JANTAR DOS 13 EM SILVES

35ºJANTAR DOS 13




EMENTA DO 35º JANTAR DOS 13




• PÃO BELORENTO;
• ENTRADAS variadas de répteis agoirentos;
• Sopa de patinhas de Aranhas Pretas;
• Marisco do Mar do morto;
• Carnes Variadas de Gato Preto e de mocho:
• Saladas mistas de coruja com mau-olhado;
• Sobremesas do Cemitério com baba de lesmas
• Café do Inferno;
• Vinhos: Sangue de Drácula e Mistela de Morcego

RESTAURANTE “PONTE ROMANA” – SILVES, 13/04/2012-PROF.HERRERO

1/15/2012

A LEI DA ACELERAÇÃO


HOJE QUANDO ACORDEI

Ainda o galo não cantava, nem se ouvia o barulho estridente das motos e dos carros que anunciam o labor de mais um dia. Quando despertei, a primeira sensação que tive, para lá das tão regeneradoras espreguiçadelas, foi em jeito de apetite. A louca ideia de beber um litro de gasolina e pôr-me a acelerar, sem destino certo, porque numa outra perspectiva o destino, como tal, seria certo.
É evidente que esta ideia de beber só um litro de gasolina, levará muita gente a comentar, onde pode ir um indivíduo com tão pouco combustível? Já sabemos que não dá para muito, mas o honesto trabalhador tem que se contentar com pouco e, no meu caso, um litro chegava, porque o que eu queria mesmo, era acelerar, fazer-me deslocar a altíssimas velocidades, porque talvez, desta maneira, eu me sentisse livre, talvez pudesse ultrapassar as crises, ou não me deixar apanhar pelas que vêm a seguir. Eis que, a conclusão é de agora mesmo, acabei de criar uma nova teoria, qual Einstein, com a sua teoria da relatividade? A minha chama-se teoria da aceleração.
Seguindo este princípio todas as coisas podem ser aceleradas e desaceleradas e, como alguém já disse, a aceleração é a rapidez com a qual a velocidade de um corpo varia ou a velocidade da velocidade.
Às vezes, mesmo com o meu corpinho parado, os meus pensamentos andam cá com uma velocidade e, quando os acelero nem queiram saber. Pois é aqui que alguma coisa não joga bem. Ou os meus pensamentos são um corpo, daí poder ser sujeito a velocidades, tipo de penso e já está, ou as teorias de velocidades não tomaram isso em consideração. Não pensaram que tínhamos pensamentos que, tal como um corpo, movimentam-se através de acelerações.
Mas voltemos à minha sábia “teoria da aceleração”. Primeiro, devemos estar sempre preparados para acelerar. É no acelerar que está o ganho. Senão vejamos: temos que acelerar quando nos apercebemos dos ladrões, mas também dos agentes da autoridade, por estes arranjarem sempre motivo para nos coimar. Igualmente temos que acelerar do fisco, dos impostos e dos que nos querem enganar ou burlar. Depois é a Asae, os sucessivos aumentos injustificados e com os bancos a falirem e as seguradoras a abanarem, temos que ganhar mais velocidade e guardarmos o dinheirinho, para quem o ainda tem, debaixo da almofada…
A minha “teoria da velocidade” dá para tudo e, como os exemplos são quase todos importados dos amigos americanos, também temos de procurar saber como tiveram pernas para fugirem dos furacões. Tudo uma questão de velocidade, cá está! Para haver velocidade temos que acelerar e, se perguntarmos ao génio Albert Einstein qual é o ponto-chave da relatividade geral, ele responde com outra questão:”por que somente um objecto se sente acelerado?”. Pois esse parece ser ainda um tema de discórdia tanto para cientistas como para filósofos desde o tempo de Newton. Exemplificando-se com a questão que pode ser trazida para a actualidade. Se eu acelero para fugir da crise, posso sentir as coisas também ao contrário. Posso ter a percepção de que é a crise que acelera para se afastar de mim. Há, há, há, há!!!!
O que importa é acelerar. O que conta é a velocidade que imprimimos às coisas, mesmos que todos dias hajam mais teorias. Queremos é resultados, pois é por isso que aceleramos.
Uma das formas que existem para o homem se defender é a fuga. Fujamos, mas sem nos esquecermos de acelerar…
“Mais vale dever a sua salvação a uma rápida retirada do que sofrer a lei do vencedor”-Homero.
Autor: PROF.HERRERO

11/09/2011

UM GRANDE ÊXITO NO HERMAN 98


COISAS COM CRISE

Quando o sono não nos leva para uma completa reciclagem e a vontade de estar desperto nos favorece a corrente de pensamentos, apetece ficar à espera de mensagens de uma qualquer galáxia que nos indique um caminho que nos leve a novas descobertas ou a soluções para resolução do que temos ainda para solucionar. Talvez seja uma ideia errada procuramos na noite o que o dia não se disponibiliza a dar mas, por outro lado, sentido a paz e a tranquilidade que a parte nocturna nos transmite, não seremos tão atacados pelo lixo tão poluente de conversas e observações que nos acompanham um pouco por toda o lado que, mais coisa menos coisa, vai ter sempre à questão mais
abordada nos últimos tempos e que em português tem um nome sonante pela negativa, denominado de crise!

Não, não encontrei qualquer solução, pelo menos, por enquanto, não querendo isto dizer que não possa acontecer ainda, porque faltam três horas até que o galo cante. Os galos sempre cantam, anunciando o alvorecer, o que corresponde para muitos ao erguer ou ao despertar para sentirmos de novo ao que os matutinos se referem. Para grande espanto de muitos (pausa para rir), os jornais voltam a falar de crise e seguem-se as rádios, as televisões. Toda esta informação, faz com que as conversas não saem disto e, como tal, o corpo do indivíduo reclama cada vez mais por paz, o que pode encontrar em algumas horas da noite.
É evidente que esta conversa não nos leva a algum lugar e nada, absolutamente nada resolve mas, como bom português que sou (linguagem de político, não a minha), até minimiza os efeitos desta situação, se nos rirmos dela.
Certamente já ouviram os nossos humoristas basearem o seu desempenho, tendo como pano de fundo a crise, os bancários ou os políticos. Tudo isto inspira muitos artistas
e até os poetas, trocam os poemas de amor por poemas que referem a crise. Quer isto dizer, que rir continua a ser o melhor remédio, já que para ela, não me parece que haja solução imediata.

Estas crises, influenciam-nos a tal ponto que, eu próprio, vinha falar sobre a noite e, sem me aperceber, comecei a comentar a crise.
Há, como achei piada saber que o Sr. Presidente da República passa horas por dia a responder a e-mails dos cidadãos. Só para ter uma resposta de Sua Excelência, o presidente deste país, caído num buraco sem fundo, vale a pena ser português. É mais valioso receber um e-mail do que um autógrafo de tão proeminente figura e, daqui a uns anos, até ajuda nesta ou noutra crise, quando forem vendidos em leilões da internet.
Faz-me até lembrar, a quase Santa Lúcia que, pelo que dizem, era viciada nestas tecnologias electrónicas. Será que chegou a enviar algum e-mail às entidades celestiais a pedir para nos aliviar da actual crise?

Desculpem de, volta na volta, estar a falar no mesmo assunto mas, como toda a gente, sou influenciado, consciente ou inconscientemente, por esta virose que, não mais quero referir.
Como os supersticiosos, falar de certas coisas, dá azar e os positivistas que defendem teorias tipo “ O Segredo” acham que podemos desenvolver as leis da atracção e, como tal, tanto podemos atrair o lado bom ou o lado mau das coisas…

Por isso, volto a dizer de forma peremptória, não falo mais na crise!

FRCASSO

FRACASSO

Certamente que ninguém quer fracassar, ninguém deseja estar na mó de baixo, mas toda a gente sofre as influências exteriores, do mundo onde está inserido e do meio que o rodeia. Contrariar estas tendências é, no mínimo, um acto de coragem que assenta essencialmente em combater essas pressões que, muitas vezes, são produzidas pelos manipuladores sociais. Muitas vezes, essas influências, são registadas na infância ou mesmo na idade pré-natal, a nível inconsciente. São os acontecimentos, essencialmente negativos, que condicionam comportamentos, na maior parte das vezes, para toda a vida. Agem sem saber as origens desse condicionamento e, tanto pode levar a glórias como a fracassos.

Mas o que é o fracasso?

“O fracasso não significa que sou um fracassado; significa que não venci.
O fracasso não significa que não consegui nada; significa que aprendi alguma coisa.
O fracasso não significa que sou uma pessoa sem rumo; significa que tive fé suficiente para experimentar.
O fracasso não significa que sou um sujeito sem sorte; significa que tive a coragem de tentar.
O fracasso não significa a ausência de métodos; significa que os tenho de uma maneira diferente.
O fracasso não significa que sou inferior; significa que não sou perfeito.
O fracasso não significa que desperdicei o meu tempo; significa que tenho que recomeçar.
O fracasso não significa que devo dar-me por vencido; significa que devo agir com maior perseverança.
O fracasso não significa que nunca atingirei meus objectivos; significa que necessito corrigir as minhas rotas.
O fracasso não significa que Deus me abandonou; significa que ele tem um projecto melhor para mim!” – Pensamento de Miguel Arcanjo.

Este depoimento será, de certa forma, uma forma positiva de encarar o fracasso, sendo igualmente verdade que é nos acontecimentos negativos que podemos despertar para nos direccionarmos no positivismo. Se não existir o mal, não podemos saber o que é o bem, embora tudo isto pode ser considerado relativo.
Fracasso, faz parte de um sentimento derrotista, de quem procurou chegar á meta e não conseguiu atingir os objectivos. Contudo, ele também se torna um condimento da vitória. Os ganhadores, devem esse mérito aos que fracassam, razão pela qual poder-lhes ser atribuído o mérito de fazerem parte dos que os venceram. As coisas, em si mesmas, nunca são fracassos, até mesmo quem se retira ou não enfrenta, não pode ser considerado fracassado. Pode fazer parte de uma estratégia, ou para evitar um mal maior ou até para evitar a ideia de derrotismo.
Por outro lado, quem acredita que está no grupo dos fracassados é derrotado ou não consegue atingir os propósitos, porque se derrotou antes de lutar por uma qualquer vitória.
“ Cada fracasso dá ao homem uma lição que ele precisava de aprender”. – Charles Dickens.
“ Se fores homem, ergue os olhos para admirar os que empreenderam grandes feitos mesmo que tenham fracassado”. – William Shakespeare.
O dicionário está cheio de fracassos: de governos, de sistemas económicos, de religiões, de humanidade, de medicina, de sistema judicial, de donos de empresas e do resto, que é bastante….

Prof.herrero@hotmail.com

10/22/2011

ACREDITAR


ACREDITAR, ACREDITANDO

Mesmo aqueles que dizem não acreditar em nada, acreditam em alguma coisa. Mesmo para viver temos que acreditar que vivemos, mas vivemos muito melhor quando acreditamos nas várias possibilidades que a vida nos dá. Podemos não acreditar em Deus, no Diabo num qualquer Céu ou Inferno, mas podemos olhar para dentro de nós mesmos e inventarmos deuses, diabos, céus e infernos. O que se acredita estar fora de nós podemos colocar dentro do nosso eu. Há quem faça da vida um inferno do nosso imaginário, esperando um dia, após a morte, encontrar a beleza de um céu. É preferível fazermos da nossa vida um paraíso com as portas bem abertas para o céu do nosso bem-estar, do respeito para o nosso semelhante, da alegria de viver e de muitos outros aspectos desse “milagre” que é a própria vida.

Existem crenças para todos os gostos. Umas nascem por questões geográficas, outras por interesse de certas organizações, outras porque preenchem certas necessidades e outras ainda, existem como de escudo invisível se tratasse, para proteger a fragilidade do ser.

Contudo, uma parte das crenças, não me referindo somente às religiosas, são mais negativas do que positivas e de certa maneira prejudicam mais do que estimulam. Nesta linha de pensamento, podemo-nos questionar acerca das crenças que têm como base o renascimento ou a reencarnação, já que, em todos os momentos da vida, respiramos e, respirar significa que repetimos o nascimento, a primeira respiração. Nascemos em cada momento e é esta beleza, a de estarmos permanentemente a renascer, que devemos guardar nos nossos corações.

Especulamos para nos confortar. Talvez porque é difícil aceitar a finitude da vida. A própria Bíblia diz que a morte é um sono sem sonhos e de que os mortos não são cônscios de nada. Se acreditarmos nestas sabedoras palavras, a morte è um sono, mas onde não se sonha, o que nos leva a crer que é ainda mais tranquilo, porque no sono dos vivos aparecem sonhos povoados de pesadelos e, se os mortos não têm consciência de nada, como é óbvio, nunca podem sentir estímulos como a dor. O pensamento budista diz que, para se perceber a morte, basta seguirmos por um caminho que não tenha ida nem volta. A vida é circular, onde o princípio e o fim estão no mesmo lugar.

Quando acreditamos e desejamos que as coisas sejam de acordo com o nosso acreditar, corremos muitas vezes o risco de vivermos de acordo com a nossa crença e rejeitarmos as crenças dos outros. Desta forma enveredamos por um caminho algo perigoso que pode desembocar naquilo a que chamamos fanatismo. Tem sido o aproveitamento desse crer ainda mais cego que tem sido explorado para promover violência, nas suas múltiplas variantes onde, a mais nefasta de todas é a guerra.

A fé, sendo uma convicção que não precisa de provas, tornando-se por vezes cega, por não querer ver mais nada, pode tornar-se igualmente perigosa.
Acreditarmos sim e vivermos com fé e força, para alcançarmos os nossos objectivos que sejam bons e positivos, não só para nós, mas também para os outros, é a melhor forma de abraçarmos as mais fortes e positivas forças do cosmos.


Prof.herrero ( mágico-escritor e pesquisador em parapsicologia académica