12/03/2013

PROF.HERRERO NO FOLY SANDRO EM ALMANCIL...20 ANOS ATRÁS COM MANIPULAÇÃO DE ROLAS E SUSPENSÃO DE UM CANICHE...

38º JANTAR DOS 13 EM SILVES

A REVISTA "ALGARVE MAIS" DO ESCRITOR JOÃO PINA APOIA O JANTAR DOS 13...
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«38º Jantar dos 13» com Prof. Herrero
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Realiza-se no «Restaurante Ponte Romana», em Silves, no próximo dia 13 de dezembro, o «38º Jantar dos 13», evento que já faz parte do calendário de animação, neste caso, de luta contra o medo, superstição, charlatanismo e bruxaria.
É um evento criado pelo Prof. Herrero e que já conta com algumas centenas de seguidores, quer no Algarve como no país e no estrangeiro.
Como tem sido habitual ao longo dos anos, os participantes comparecem vestidos de preto e sentam-se em mesas de 13 com os talheres cruzados, sal entornado, espelhos partidos e vários objetos e ainda com gatos pretos, iguanas gigantes, cobras, mochos, entre outros animais, interligados ao mundo da superstição, designadamente, a bruxaria e outras crenças nefastas.
O «Restaurante Ponte Romana», nessa noite, assume um ambiente macabro, mas igualmente de festa «negra» com os convivas a passarem por baixo de um escadote, deparando-se de seguida ao entrarem na sala com um morto no caixão. Estas e outras surpresas encenadas pelo Prof. Herrero para recriar uma envolvente que o imaginário das pessoas associa às casas assombradas, porque não vão faltar as velas acesas, grandes candelabros e outros adereços considerados pertença do mundo do oculto. Os participantes jantam com cheiro a incenso a pairar no restaurante e ainda terem de olhar para as muitas e enormes teias de aranha espalhadas um pouco por todo o tecto. Tudo isto a juntar-se aos sons de arrepiar, ora vindos de cânticos gregorianos ora das mais variadas situações e efeitos gravados nos arquetípicos do inconsciente coletivo, levam os convidados a entrarem num mundo onde se confrontam com os seus irracionais medos. Segundo, o Prof. Herrero, com quem a «Algarve Mais» conversou durante os preparativos do «38º Jantar dos 13», estes eventos realizam-se para demonstrar “que não somos dominados pelo medo daquilo que os supersticiosos receiam e isso, só é possível em situações com um ambiente como este, criado no «Jantar dos 13» para combater as crenças supersticiosas que ainda estão a mais nas vidas das pessoas”.
Quanto à ementa, sempre muito questionada nestes jantares e que alguns dos convidados têm dificuldade em aceitar, o Prof. Herrero é perentório, pelo facto de escolher uma gastronomia vinda do «Além», e confecionada pelo «Chefe Satanás», acrescentando: “Tudo é questionável na vida, quanto mais uma ementa em que os pratos a serem servidos vêm apresentados como sendo: «Pão Bolorento; Entradas de sapo; Sopa de cobra; Marisco do Mar do Negro; Carnes Variadas de Gato Preto e Morcego; Saladas mistas de lesmas com mau-olhado; Sobremesas do Cemitério; Café do 13º Inferno; Vinhos: Sangue de Drácula e Mistela de Morcego». “É óbvio que afugenta um pouco ou até muito as pessoas. Mas, os critérios deste jantar é isto mesmo. Chocar as pessoas, demonstrar que tudo não passa de uma ilusão e que tudo pode ser aquilo que nós quisermos”.
Quanto às expectativas deste jantar, o anfitrião, Prof. Herrero, adianta: “Já são 38 jantares, já passaram por este evento milhares de pessoas, os habituais bruxos, espíritas, religiosos e outras figuras que se interessam por estes temas, estão mais que elucidados, mais que desmitificados e sabem tão bem como eu, que tudo não passa de uma grande charlatice e como tal já não se querem expor e por vezes ao ridículo, mas esta ano estou a contar com a presença de vários e famosos”.
No final da conversa de uma forma informal, o Prof. Herrero, diz contar com a comunicação social. “Felizmente, já não se acredita muito em bruxas, quiçá por causa da minha luta, do que tenho escrito, dos programas de televisão onde tenho ido passar a minha palavra. Por tudo isso, estes jantares presentemente acabam por ser mais de convívio, com a participação de artistas e alguma música para dançar. Enfim, de desgraças está o povo farto e isto já nem com bruxas vai...”, finaliza o Prof. Herrero.














7/24/2013

O DINHEIRO
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Falar de dinheiro, é como fazermos referência a um deus ou a um diabo, por se tratar de algo que vale e tem a força que lhe damos. A adoração que muitos lhe têm é semelhante á crença divina, enquanto outros desprezam-no como se tratasse de uma força diabólica. O certo é que, tal como qualquer moeda, O DINHEIRO

Tem duas faces, ambas de metal, podendo-se dizer que de um lado está o bem e no outro o diabo porque, embora o dinheiro não passe de papel ou metal, é o homem que representa o bom ou o mau que lhe é atribuído, sendo também o próprio homem que tem que ser responsabilizado pelo que faz e da forma como o utiliza.

Fermin de Alcaraz diz que: “Há no dicionário três palavras que causam a ruína do rico e três outras que causam o bem-estar do pobre; as primeiras são «luxo». «Ambição» e «soberania» as segundas, «trabalho», «honradez» e «poupança».”

O dinheiro favorece todo o tipo de loucuras ao ponto de haver quem encomende a morte de outros com um punhado de moedas. Países entram em guerras por um poço de petróleo, sem qualquer respeito pela vida humana, existindo até quem venda a alma quando vê luzir as chapinhas metálicas. Quantas pessoas estão em listas de espera, para serem tratadas por meios médicos? Por vezes levam meses e até anos, à espera de uma consulta ou de uma operação cirúrgica. É evidente que, quem tem dinheiro para se tratar, consegue com rapidez acesso aos meios adequados de tratamento. Nestes casos o dinheiro tem uma faceta divina, enquanto aqueles de bolso vazio, em desespero, com fome e com doenças por tratar acham que não ter dinheiro é o diabo.

A maior parte das fortunas encerram grandes segredos e, apesar do dinheiro não dar felicidade, penso que não haverá alegria entre aqueles que, de barriga vazia, se embriagam nas ideias do nada ter. Contentar-se com pouco não é preocupante, o que preocupa muita gente é perceberem que mais dia, menos dia podem tudo perder…e perdem, porque ninguém leva, seja o que for, para as regiões ignotas de uma qualquer dimensão ou Além.

Muita gente vive pobre e morre rica. Acumula riqueza, mas faz vida de pobre, só para não gastar e, depois de morrerem, outros se apoderam daquilo que amealharam gananciosamente durante uma vida inteira … Ricos com mentalidades pobres, e de tanta pobreza de espírito tornam-se estúpidos.

Jean Jacques Rousseau diz que a igualdade na riqueza deve residir em que nenhum cidadão seja tão rico que possa comprar outro, nem nenhum tão pobre que precise de se vender.
O dinheiro tanto leva um indivíduo a sentir-se um escravo como um senhor, mas o ambicioso desmedido passa por cima da família, dos amigos e até dos próprios irmãos, para atingir os seus doentios objectivos.
O dinheiro é um mal necessário, que atrai falsos amigos e verdadeiros traidores.


PROF.HERRERO

3/01/2013

O PRAZER


O PRAZER
                                                             
            O prazer não pode ser a isca do mal, como refere Platão, nem mata em nós qualquer coisa, como diz Julien Green. O prazer é um bálsamo que nos faz sentir que a vida tem a sua beleza. Sem ele, muitos dos nossos objectivos desvaneciam-se nos nevoeiros do nosso caminho, talvez nem a morte, tivesse algum sentido.
            Ninguém pode ter prazer de comer peixe se não gostar de peixe mas, se a fome “falar mais alto”, comer peixe será certamente um autêntico manjar dos deuses…
            Tal como a maior parte das coisas que nos rodeia, o prazer também é relativo. O prazer não é igual para todas as pessoas. O prazer de um pode ser o desprazer de outros. Quantos de nós ficamos perturbados com os  desvios de prazeres ditos normais, de uma parte considerável de outros indivíduos?
            “O prazer não é um mal em si, mas certos prazeres trazem mais dor do que felicidade”. ((Epicuro) É como quem diz: “Não há bela sem senão”!
            A sociedade aceita o prazer que é comum à maior parte das pessoas, não entendendo, como a dor, os maus tratos, o abuso, a violação, o roubo e muitos outros desejos e comportamentos que fazem parte de um leque de satisfação para muitos que, de resto, têm uma vida aceite em termos sociais.
            “A vantagem do amor sobre o deboche é a multiplicação de prazeres” (Charles Monterguien) Há quem dê a volta ao mundo em busca de um prazer, ou de um prazer seleccionado pelos sentidos. O prazer desenvolve-se a partir de necessidades psicológicas, psico-físicas, biológicas e outras que parecem englobar todas estas. Alguns fogem ao controlo do consciente e das normas impostas. São de tal forma fortes que cegam aqueles que os procuram, podendo-se dizer que, em certas circunstâncias não são os homens que dominam os prazeres mas sim estes que os dominam.
            “Enquanto não tivermos encontrado mais nada, para além das mulheres, para fazermos de filhos, elas conservarão, sobre os corações dos homens, o seu direito e o seu império” (Paul Claudel).
            Quando se fala em prazer, surge, na cabeça da maior parte das pessoas, a ideia sexual do prazer, talvez porque tudo esteja ligado ao sexo (Freud). Se falamos do prazer de ser mãe, temos que concordar que esse prazer só existe pelo acto sexual que o antecedeu, esquecendo-me propositadamente das outras formas de fecundação… que indirectamente também têm a ver com sexo…
            “A multidão daqueles que se abandonam ao prazer sem respeito, contribui mais para o desonrar do que aqueles que o condenam e se abstém dele”. (Marcel Jonhandeau)
            Pelo prazer que me deu escrever este artigo, dedico a frase de Óscar Wilde  o todos os nossos leitores:
            “Os prazeres são as únicas coisas que vale a pena serem vividas. Nada envelhece tão depressa como a felicidade”.

PROF.HERRERO

2/08/2013

MAGIA PARA CRIANÇAS

O CAMINHO


O CAMINHO


            Todos nós procuramos um caminho que possa ser entendido como o nosso caminho. Incessantemente desejamos encontrá-lo. Ultrapassá-lo é como se nunca o tivéssemos atingido.
            A sensação de que precisamos encontrá-lo pode durar uma vida, existindo igualmente a ilusão de que não conseguimos chegar a ele, embora estejamos a percorre--lo. A maioria afirma ainda não o ter encontrado. Ao desejarmos outro, será que fizemos alguma coisa para mudarmos o sentido dos nossos movimentos?
            O nosso caminho é algo subjectivo, existindo só no nosso imaginário. Apesar de tudo isso é completamente compreensiva a busca que fazemos para o encontrar.
            O primeiro ponto fundamental é criarmos dentro de nós razões fortes e alicerces seguros que nos preparem para a mudança.
            O segundo ponto é a orientação. Nunca partimos para qualquer viagem sem um destino pré-estabelecido. Devemos, desta maneira, estar munidos de um mapa, de uma bússola e de outros elementos que nos facultem a deslocação no nosso caminho.
            O entusiasmo é de grande importância. Temos que empreender a mudança de rumo com prazer. Ninguém deseja mudar para pior. Sem entusiasmo nunca poderemos fazer algo de grande. Tornamo-nos peregrinos da mediocridade. O espírito critico é também necessário. Permite-nos ter uma ideia mais aproximada e visualizada do caminho que procuramos.
            Uns preferem que seja ladeado por árvores, outros desejam-no com flores, outros ainda, querem-no cortado por vários cruzamentos…
            Devemos, igualmente, ter consciência que o nosso caminho só é perfeito por ser nosso. Significando que aquilo que é bom para os outros não quer dizer que seja para nós.
            A mesma consciência deve ser dirigida para os defeitos. Todos os caminhos têm defeitos, quer em forma de buracos, quer em termos de piso, quer mesmo pelas suas curvas e lombas. Como diz Syrus, o maior defeito é a ignorância dos defeitos.
            O nosso caminho pode tornar-se numa busca compulsiva por defeito de adaptação a um qualquer caminho. Ele encontra-se sempre dentro de nós. Quando temos a ilusão da sua descoberta, não mais é do que a projecção daquilo que foi construído dentro do nosso pensamento, fabricado pelas nossas ideias e ideais. Ele espelha a nossa felicidade e os nossos objectivos. Queremo-lo asfaltado de paz, de harmonia e de prazer. Representa liberdade, amor e até infinito. Ele é o nosso ideal. Vilhem Douglas põe em questão a escolha do ideal e afirma: “Não se escolhe o ideal: é o ideal que te escolhe a ti”.
            A maior parte tem tendência para olhar o caminho por cima da cabeça, como algo que se espera dos céus. Desvaloriza o que pisamos, quando levamos a vida inteira a pisar coisas. Não fazemos nada sem pisar! O mundo movimenta-se por um caminho diferente de como o vemos. Os amigos, por mais que se esforcem, nunca conseguirão ser tão sinceros como os inimigos. Não é o pior que é inimigo do bom, mas sim o melhor. Os fortes não se irritam com facilidade por não ligarem a coisas menores, mas os fracos sim. Forte é aquele que suporta, porque os fracos nada aguentam.
            O nosso caminho, deve ser percorrido com todas estas coisas bem analisadas porque, senão, corremos o risco de nunca o encontrar.
           
Prof.herrero (autor)

1/22/2013

MÁGICA RECORDAÇÃO

DESEJOS SEM FIM


DESEJOS SEM FIM

Quem não tem desejos é porque a vida já não corre nas veias. É como vegetar perdido no tempo, onde o acontecer se torna igual ao não acontecer, onde a luz se confunde com a escuridão e o sentir se torna num não sentir permanente.
É necessário termos desejos SEM FIM, onde a concretização de um nos leve a inventar dois, como na história da fada boa que encontrou uma princesinha a chorar junto a um lago: “Não posso ouvir-te chorar e, como tal, vou dar-te dois desejos”. A princesinha queria muitos desejos, razão que a levou a perguntar à fada boa se não lhe dava mais do que dois desejos. Esta disse-lhe que não, só lhe dava dois desejos e nada mais. A pequena princesa, inteligentemente ambiciosa, pensou como, a partir daqueles dois desejos podia ter desejos infindáveis e aceitou, dizendo que o primeiro seria o de ter um príncipe sem que fosse obrigada a beijar um sapo e que o segundo era o de lhe ser concedido mais dois desejos. A fada boa não teve outra alternativa do que cumprir com o prometido. “Quero que o príncipe seja muito bonito” e de seguida pediu-lhe o segundo desejo que mais não era, do que mais dois desejos. “Também quero que o príncipe seja muito rico” e no segundo desejo, pediu mais dois desejos. A fada concluiu que os desejos nunca mais acabavam. Enquanto isso, a princesa continuava a nomear mais dois desejos. “Quero ter muitos filhos saudáveis com o príncipe e depois quero mais dois desejos”…
Bem, o certo é que nós podemos igualmente agir de forma semelhante. Na nossa mente mora a fada boa e é lá que nos devemos dirigir para pedirmos os nossos desejos. Se soubermos pedir ou fizermos um pacto semelhante ao da pequena princesa nunca mais os nossos desejos têm fim e, de concretização em concretização ou de degrau em degrau, devemos deixar sempre em aberto a possibilidade de alcançarmos a realização daquilo que desejamos e queremos para a nossa vida. A concretização dos desejos obedece a determinadas regras. Entre elas está a técnica dos porquês e a do como.
A dos porquês, leva-nos a questionar e a responder. Desta forma encontramos soluções, de forma a ultrapassarmos certas barreiras que possam impedir a concretização da satisfação dos desejos. A “do como?” sugere a escolha do caminho ou da estratégia. Isto é, quando concluímos que de uma certa maneira não satisfazemos os nossos desejos, devemos com o “como” e o “porquê” fazermos sequências de perguntas até alcançarmos a essência das respostas.
Uma vez alcançado um desejo, devemos escolher mais dois desejos. Além de termos em aberto outras satisfações, estamos permanentemente ocupados.
Sugiro que escreva num memorando todos os desejos já concretizados e os dois imediatos que se propõe alcançar.
Nunca desista e, se são os seus desejos, eles têm que ser vistos sempre como coisas boas, positivas e muito desejadas. Lembre-se igualmente que os dois desejos referem-se à concretização de um desejo e abrir o caminho para mais dois.
Seja qual for a idade do leitor, nunca considere que uma certa idade seja uma barreira que impeça pedir à “fada boa” a satisfação dos desejos.
Há quem se reforme para ir passar os dias num banco de jardim a recordar com os outros “coisas da vida” e quem programe a concretização de certos desejos que foram limitados pelo tempo e pelo trabalho obrigatório ao longo da vida.
Os segundos, além de não serem tocados pela corrosiva ferrugem, estão em condições de viver e última etapa da vida com muito mais qualidade.
Os primeiros, embora estejam a concretizar um desejo, não deixam em aberto a realização de mais desejos. É quase uma forma masoquista de sentir a espera da eternidade, fazendo aquilo que pouco mais é do que faz o cão ou o gato: Comer, comunicar e dormir, com mais algumas variantes pelo meio…
Os desejos não têm fim. Acredite na sua fada boa, procure ter um bom relacionamento com ela e nunca deixe de lhe pedir mais um desejo!
           
PROF.HERRERO!!